quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Na tua casa, tua cama


Isso pode ser amor muito maior do que eu poderia te dar, mas, com certeza, não te dará o sorriso que fui capaz, nem as múrmuras de luxúria e afagos. Dormir em sua cama era quase um devaneio, teus seios, teu corpo em chama, noturno.
Me punha em ti como se ainda fosse pureza, não te falta beleza. Mas falta me faz. Recordações trarei, por quanto não sei. Ele pode até te amar demais, mas não é capaz, não te satisfaz.
Quero ser o ser que te aponta o lábio, que puxa o cigarro, que te perturba a mente. Eu sou prazer, prazer em conhecer, prazer em você.
Em mim estará marcada, como uma mancha que tenho na perna, te observarei, não te esquecerei. Se for sentirei falta. É parte do meu corpo. Este que já se desfez de todas as vestes em teu quarto e dormir na casa alheia é supra-sumo quando não se dorme.
Nisso que teu amor se transforma é o que a sua cama fora durante a minha permanência, um fluxo de idas e vindas. Só que as minhas eram as que te deixavam preparada para mais, você sempre pedia mais.
Dos laços que te dei, de onde me tirou, das diversas cartas e poesias que te fiz, que seja, que agora eu siga outras fontes. Os mares revoltos, as marés “esbravejantes” virão me molhar, me levarão e, junto, as minhas palavras que te diriam dos teus olhos e que não dou o último trago no cigarro para me entorpecer na sua boca.

5 comentários:

*Simone Poesias* disse...

Olá Rubens!
Belo poemar!
É sempre muito bom estar aqui e ler tão belos veros. Parabéns pela sensibilidade.

Bjinhoss ;)

*Simone Poesias* disse...

Oi, obrigada pelo carinho e comentário!

Uma ótima semana ;) Bjinhos

Paulinhaaa disse...

só pra constar que passei por aqui....

I'm Nina, Marie, etc... disse...

Não há nada mais íntimo no amar do que dormir na cama do outro. Entre tantas coisas, talvez seja esse o grande mistério da intimidade...
[by the way, texto muitíssimo intenso, Sr. Rubens]

Luciah López disse...

Belos e expressivo. Gostei muito. abçs

Luciah López


http://luciah-lopez.blogspot.com