sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Solo


Solos de corações, solando as partes internas do corpo. Assolando as pendências da vida. E delas, onde era solado virou andança. Ponha um ponto de partida, a chegada pode ser dar o primeiro passo. Onde pude vencer, já não era seu apêndice da sua vida, era apenas a minha coluna e meus pulmões gritando.
Abrem-se as alas, pois quero passar com os meus passos curtos intimidados sorrindo pela vida, pelos quadros, pelo passado. Era uma dança frenética de poucos passos, limitado ao de cá para lá.
Mas já fui passado ao desgosto, ao solo de até sentir o gosto que este me oferecia. E sorrir aos dentes brandos o teu corpo, que já me afastei deste mal, que já ‘nebulou’ e encharcou o meu solo, que não já posso mais lhe sentir e nem ver.
Antes ter em mim um ser de gênero que permanecer um genro calado, mesmo que, me apartasse sobre os descansos da sala, ainda que me deixado vazio, sintetizei um brado em um escritor das andanças, mas só eu posso traduzir meu “solo”.

Um comentário:

*Simone Poesias* disse...

Como sempre lindo seus poemas. Parabéns!

Bjoss ;)