
Falo com toda brutalidade meus pensamentos esperando sempre um sorriso que, no final, quase que rotineiramente, aparece. Deixo você sem fôlego em um desenrolar de línguas que saltam devassas de bocas insanas e fazem escândalos aos teus olhos, me morde.
Em nosso coito calado nas sombras ou à luzes que não escondem as mãos e os toques sem pudor e os suspiros cheios de tremor, cheios de voracidade e é quando para me olhando que vejo que o desejo já alavanca o meu membro, que enrijecido pede que procuremos um jeito de abrasar e degustar os nossos sexos, um ao outro e saciarmos as vontades que já não cessam mais os segredos, estes ainda precisam ser guardados.
E se pego teus cabelos, delicadamente forte, vai à loucura, desço dedilhando seu corpo, meu instrumento musical – gemidos e sussurros. Beijo teu colo e teu pescoço, entre teus seios, mordo tua nuca, marco você de arrepios prolongados. Sorri. Sorria novamente. Me dê prazer, se abra para mim, lance tuas vulnerabilidades em meu corpo, se delicie. Quebre os protocolos, jogue ao chão os preconceitos. Se agarre nas paredes, se agarre em mim, navalhe minhas costas com suas unhas afiadas no encontro de nossos falos. Suados de calor e no calor do sexo, ao ponto.
Em meio aos sorrisos deixo seu corpo sonolento e sigo minha hora, não posso deixá-la esquecer que não sou quem espera. Ainda haverão outros sorrisos, mas que não se acostume com eles, um dia lhe farei chorar. Sempre faço isso – eu sei que choram escondidas nos banheiros – mas o faço bem, com toda doçura que precisam.